terça-feira, 26 de janeiro de 2010

VIDEO ANDREA BOCELLI e DULCE PONTES - O MARE E TU



Queridos amigos do Conexões de Amor,
infelizmente há algum problema que não permite que ouçamos a música do video, mas optei por deixá-lo no blog para que tenham a referência para vê-lo diretamente no Youtube.
Espero que gostem... eu acho lindo. Um grande e carinhoso abraço, Claudia

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

MEUS VOTOS PARA 2010... QUE VIVAMOS TODOS DESPENTEADOS!

Meus amigos queridos,
só hoje volto porque o período de "hibernação" precisou se prolongar mais do que o habitual... mas graças a Deus aos poucos vou sentindo a vibração da vida novamente e isso é maravilhoso!
Recebi ontem de minha grande amiga Carmen Monteiro um texto maravilhoso, cuja autoria é desconhecida, e gostaria de compartilhá-lo com vocês ainda hoje, para absorvermos a energia de alegria e felicidade que ele irradia. Chama-se "Viver despenteada" .
Desejo a todos um novo ano de muita SAÚDE,  de muito AMOR vibrando em nossos corações,  de muita PAZ interior pra conduzirmos as nossas missões de vida... de muita SOLIDARIEDADE praticada com pureza de intenções... ou seja, tudo o que sabemos dar um sentido maior a nossa vida.
Um grande beijo em seus corações, e muito obrigada por compartilharem comigo deste espaço, Claudia

PS: Com cabelos ou sem eles, como eu devido a quimio, vamos todos viver despenteados, porque este é um estado de alma!!!




 VIVER  DESPENTEADA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,

por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...


O mundo é louco, definitivamente louco...


O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.


O sol que ilumina o teu rosto enruga.


E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...


- Fazer amor, despenteia.


- Rir às gargalhadas, despenteia.


- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.


- Tirar a roupa, despenteia.


- Beijar a pessoa amada, despenteia.


- Brincar, despenteia.


- Cantar até ficar sem ar, despenteia.


- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...


Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
eu vou estar com o cabelo bagunçado...
mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.


É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.


Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por dentro e por fora.


O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:


Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria...
e talvez deveria seguir as instruções, mas
quando vão me dar a ordem de ser feliz?


Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
eu tenha que me sentir bonita...
A pessoa mais bonita que posso ser!


O único, o que realmente importa é que ao me olhar no espelho, eu veja a mulher que devo ser.


Por isso, minha recomendação a todos que amo:


Entreguem-se, comam coisas gostosas, beijem, abracem, dancem, apaixonem-se, relaxem, viajem, pulem, durmam tarde, acordem cedo, corram, voem, cantem, arrumem-se para ficar lindos, arrumem-se para ficar confortáveis!


Admirem a paisagem, aproveitem,
e, acima de tudo, deixem a vida despentear vocês!


O pior que pode acontecer é que, rindo frente ao espelho, vocês precisem se pentear de novo!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

SEMPRE É TEMPO...



... de desejar a todos vocês, amigos do Conexões de Amor, um ótimo Natal, repleto de harmonia e muito Amor unindo todos os nossos corações...



Gostaria de ter estado antes com vocês aqui em nosso espaço, mas precisei "hibernar" estes dias para me recuperar da quimioterapia que fiz no início da semana... mas apesar do mal-estar e do desânimo, estou muito feliz por poder estar mais um Natal junto de meus filhos, minha família, meus amigos, onde se incluem todos vocês.

Um grande abraço fraterno, do meu coração para o de cada um de vocês, Claudia

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ATIRE A PRIMEIRA FLOR




Quando tudo for pedra, atire a primeira flor;



Quando tudo parecer caminhar errado,
seja você a tentar o primeiro passo certo;


Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto,
acenda você a primeira luz,
traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;


Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso;


Talvez não na forma de lábios sorridentes,
mas na de um coração que compreenda,
de braços que confortem;


Se a vida inteira for um imenso não,
não pare você na busca do primeiro sim,
ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;


Quando ninguém souber coisa alguma,
e você souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar,
começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo;


Quando alguém estiver angustiado à procura,
consulte bem o que se passa,
talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;


Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer,
o primeiro a mostrar-se, primeiro que pode ser o único e,
mais sério ainda, talvez o último;


Quando a terra estiver seca,
que sua mão seja a primeira a regá-la;


Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo está cheio;


Nem, por outro lado, aplauda o erro;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora.


Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu;
sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido;


Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.


Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;


Seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta,
compreendendo que o perdão regenera,
que a compreensão edifica,
que o auxílio possibilita,
que o entendimento reconstrói.


Atire você, quando tudo for pedra,
a primeira e decisiva flor.


(Autor Desconhecido)


*

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

OLHE PARA TRÁS - LETÍCIA THOMPSON


Olhe para trás!



Está vendo o caminho percorrido?


Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui.


Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais.


Guardamos na memória, fatos que máquina nenhuma no mundo conseguirá revelar.


Fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos.


Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes e olharmos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria.


É possível ressentir uma grande dor com grande intensidade, trazendo à tona as msmas emoções vividas, mas como é difícil ressentir do mesmo jeito, uma felicidade que um dia nos fez vibrar!


O ideal seria inverter as situações.


Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez.


Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos.


Talvez devesse constar com mais freqüência as palavras perdão e compreensão no nosso dicionário.


De vez em quando, digo, olhe para trás!


Mas não se volte completamente.


Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente.


Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer.


O que é importante seu coração carrega.


Olhe diante de si!


Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem.


Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou alguns anos da história.


Existe dentro de você, uma força que te torna capaz!


O dia chega insistente como as marés do oceano.


Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre.


Vivo sempre.


Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio.


E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário.


Tdo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou.


Levante esse véu pouquinho a pouquinho a cada amanhecer; sem pressa, saboreando a vida como uma aventura, nem sempre como um mar calmo e tranqüilo, mas possível, muito possivelmente vitoriosa.


Construa hoje as suas marcas de amanhã.


Letícia Thompson

*Fonte: site O Pensador

domingo, 29 de novembro de 2009

OS AMIGOS SEGUNDO MAHATMA GANDHI



“Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo.


Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo-pai e o amigo-mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo-irmão, com quem dividimos nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família, a qual respeitamos e desejamos o bem.


Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar nosso caminho.
Muitos desses são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz. Às vezes, um desses estala o nosso coração e, então, é chamado de amigo-namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, musica aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.


Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face durante o tempo que estamos por perto.


Não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que, quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é perceber que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Trazem-nos lembranças de momentos maravilhosos passados juntos.


A cada folha da árvore deve-se desejar Paz, Amor, Saúde, Sucesso e Prosperidade. Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.


Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. Deixaria a capacidade de escolher novos rumos. Também deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho a ação.


E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída. “


Mahatma Gandhi

Fonte:  recebi por e-mail de minha querida amiga Carmen Monteiro, do blog lentas rápidas luzes http://www.lentasrapidasluzes.blogspot.com/ . Não percam a oportunidade de conhecer os seus maravilhosos insights!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

OU MUDAMOS, OU MORREMOS - Por Leonardo Boff


Ou mudamos ou morremos



Hoje vivemos uma crise dos fundamentos
de nossa convivência pessoal, nacional e mundial.


Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase
nada funciona a contento.


A Terra está doente e muito doente.


E como somos, enquanto humanos também Terra
(homem vem de humus=terra fértil),
nos sentimos todos, de certa forma, doentes.


A percepção que temos é de que não podemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo.


Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construimos o princípio de auto-destruição.


Não é fantasia holywoodiana.

Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano.


Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns e deixa perecer os demais.


O destino da Terra e da humanidade coincidem:
ou nos salvamos juntos ou sucumbimos juntos.


Agora viramos todos filósofos, pois, nos perguntamos entre estarrecidos e perplexos: como chegamos a isso?


Como vamos sair desse impasse global?


Que colaboração posso dar como pessoa individual?


Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador de nossas sociedades hoje mundializadas, principal responsável por esse curso perigoso.


É o tipo de economia que inventamos.
A economia é fundamental, pois, ela é responsável pela produção e reprodução de nossa vida.


O tipo de economia vigente se monta sobre a troca competitiva.
Tudo na sociedade e na economia se concentra na troca.
A troca aqui é qualificada, é competitiva.
Só o mais forte triunfa.
Os outros ou se agregam como sócios subalternos ou
desaparecem.


O resultado desta lógica da competição de todos com todos é duplo:
de um lado uma acumulação fantástica de benefícios em poucos grupos e de outro, uma exclusão fantástica da maioria das pessoas, dos grupos e das nações.


Atualmente, o grande crime da humanidade é o da exclusão social.
Por todas as partes reina fome crônica, aumento das doenças antes erradicadas, depredação dos recursos limitados da natureza e um ambiente geral de violência, de opressão e de guerra.


Mas reconheçamos: por séculos essa troca competitiva abrigava a todos, bem ou mal, sob seu teto.


Sua lógica agilizou todas as forças produtivas e criou
mil facilidades para a existência humana.


Mas hoje, as virtualidades deste
tipo de economia estão se esgotando.


A grande maioria dos países e das pessoas não cabem mais sob seu teto.


São excluidos ou sócios menores e subalternos, como é o caso do Brasil.


Agora esse tipo de economia da troca competitiva se mostra altamente destrutiva, onde quer que ela penetre e se imponha.


Ela nos pode levar ao destino dos dinossauros.
Ou mudamos ou morremos, essa é a alternativa.
Onde buscar o princípio articulador de uma outra sociabilidade, de um novo sonho para frente?


Em momentos de crise total precisamos consultar a fonte originária de tudo, a natureza.


O que ela nos ensina?


Ela nos ensina, foi o que a ciência já há um século identificou,
que a lei básica do universo, não é a competição que
divide e exclui, mas a cooperação que soma e inclui.


Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos,
desde as bactérias e virus até os seres mais complexos,
são inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes.


Uma teia de conexões nos envolve por todos os lados,
fazendo-nos seres cooperativos e solidários.


Quer queiramos ou não, pois essa é a lei do universo.


Por causa desta teia chegamos até aqui e poderemos
ter futuro.
Aqui se encontra a saida para umo novo sonho civilizatório e para um futuro para as nossas sociedades: fazermos desta lei da natureza, conscientemente, um projeto pessoal e coletivo, sermos seres cooperativos.


Ao invés de troca competitiva onde só um ganha devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, onde todos ganham.


Importa assumir, com absoluta seriedade, o princípio do prêmio de economia John Nesh, cuja mente brilhante foi celebrada por um não menos brilhante filme: o princípio ganha-ganha, onde
todos saem beneficiados sem haver perdedores.


Para conviver humanamente inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião.


Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da
competição que gera o individualismo.


Esse tempo acabou. Agora temos que inaugurar a inspiração da cooperação que gera a comunidade e a participação de todos em tudo o que interessa a todos.


Tais teses e pensamentos se encontram detalhados nesse brilhante livro de Maurício Abdalla, O princípio da cooperação. Em busca de uma nova racionalidade.


Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior.


Urge começar com as revoluções moleculares.


Começemos por nós mesmos, sendo seres cooperativos, solidários, compassivos, simplesmente humanos. Com isso
definimos a direção certa. Nela há esperança e vida para nós e para a Terra.


Por Leonardo Boff


* Fonte:  recebi este texto maravilhoso por e-mail de minha irmã do coração Carmen Monteiro (do lindo blog http://www.lentasrapidasluzes.blogspot.com/ ), a quem agradeço muito por compartilhar.